Tempo - O nosso grande aliado!

by - outubro 10, 2015

Hoje resolvi retomar um assunto que abordei numa anterior publicação intitulada "6 meses". A razão de ter voltado a este tema, foi o facto de a mesma publicação ter sido comentada e, como tal, acabei por reler todo o texto e constatar que a nível de emoções já se tinham processado algumas mudanças quanto à minha forma de estar e vivenciar esta experiência.
Por vezes custa a acreditar, mas a verdade é que o tempo pode ser o nosso maior aliado. Com o passar dos dias, meses, a raiva e a revolta dão lugar à tristeza e esta, por sua vez, é substituída pela resignação e por uma análise mais clara, imparcial e sensata de toda a situação.
Aprendi algumas "lições" com tudo o que se sucedeu e passo a citar:
  1. Não podemos obrigar ninguém a gostar de nós da mesma forma, por mais que gostemos dessa mesma pessoa! Só o nosso amor não chega para manter uma relação, para que ela funcione de forma saudável e prazerosa para ambas as partes. Podemos tentar 1001 vezes, dar o nosso melhor, mimar e apoiar incondicionalmente, estar a seu lado sempre que possível, mostrar o quanto amamos e desejamos que dê certo, etc, contudo, se a outra parte não estiver preparada para tal, de coração aberto e disponível para amar... NADA feito! 
  2. Aprendi também a ter mais cuidado com os sentimentos que outras pessoas possam desenvolver em relação a mim. Sim, é verdade, só aprendemos verdadeiramente quando sentimos na pele a dor de uma rejeição. Anteriormente, não muitos meses antes, tinha sido eu a rejeitar de forma pouco sensata e até violenta quem surgiu na minha vida de forma inesperada, mas sem dúvida bem intencionada. Infelizmente, estava numa fase tão perturbada e sem paciência, na qual só me queria livrar daquela situação e de ter alguém a "pegar-me no pé", sempre stressado e preocupado de uma forma que me sufocava, quando nesse momento tudo o que eu mais desejava era ter o meu espaço, o meu canto e que não o perturbassem. Acabei por ser cruel e nada afável com a pessoa em causa de forma a que ele saísse da minha vida. Na altura, apenas pensei que tinha sido sincera, directa e que essa teria sido a melhor forma para cortar com a pressão que estava a sentir, era sufocante e para que ele percebesse que não estava preparada para um relacionamento, não gostava dele da mesma forma nem aguentava estar sempre a ser pressionada. A verdade é que fui dura demais com essa pessoa e magoei-a muito . Efectivamente, só me apercebi disso quando também agiram da mesma forma para comigo, quando senti que estavam a colocar o dedo na ferida e, ainda por cima, a pressionar de forma constante infligindo mais dor. Segundo ensinamento aprendido: Pensar muito bem antes de proferir qualquer palavra, especialmente quando sabemos que a outra pessoa tem um sentimento mais intenso por nós. Em suma, aqui se aplica o velho ditado "Não faças aos outros o que não gostavas que te fizessem".
  3. Esta paixão avassaladora, tresloucada e fugaz, fez com que eu tomasse uma decisão que há muito deveria ter tomado, a qual por falta de coragem ou medo, ia adiando, chutando para canto, tentando esconder a realidade, iludindo-me com algo que à partida sabia que estava errado. Não me arrependo de ter tomado esta resolução, embora sabendo que iria colocar por terra mais um sonho, um desejo e que, mais uma vez, estaria sozinha. Contudo, foi a decisão mais sensata que eu tomei nos últimos tempos.
  4. Para terminar, nunca mais esquecerei que o amor e a amizade não devem ser mendigados. Ou nos dão de livre vontade e de coração ou então mais vale a pena não os ter. Não vivemos de migalhas de amor, merecemos muito mais do que isso. Merecemos alguém que esteja na nossa vida, a nosso lado de corpo e alma, de forma livre e espontânea, que realmente deseje caminhar não só nos momentos em que tudo é perfeito e idílico, mas também quando deixamos de sentir o chão, quando o nosso mundo desmorona e tudo é colocado em causa. Concluindo, alguém que esteja disposto a partilhar todos os momentos e não apenas quando lhe apetece ou está com cabeça para tal, quando se sente só e precisa de companhia.
O passar do tempo, tem algo de maravilhoso, permite-nos o tão necessário distanciamento para analisar o sucedido de forma clara e concisa. Com ele percebi que tinha muito mais de positivo a retirar desta experiência do que inicialmente pensei. Aprendi, cresci, evolui como ser humano, tornei-me mais sensata e mais cuidadosa no que diz respeito aos sentimentos que possam nutrir por mim e aos quais eu não consiga corresponder com a mesma intensidade e dedicação. Nesses meses vivi dos melhores momentos da minha vida e senti algo que anteriormente nunca tinha experienciado. Sofri com a rejeição, é certo que sim, saí inicialmente muito magoada e com uma raiva e vontade de explodir com tudo e com todos, mas com o tempo acalmei, pensei bem, analisei e resolvi extrair desta vivência apenas aquilo que me fez crescer mais um pouco, que me fez feliz ainda que momentaneamente, que me permitiu sonhar e acreditar no amor, no qual ainda acredito cegamente! Sou uma romântica inveterada, diga-mos até ao tutano, e por mais desilusões que possa ter, com o passar do tempo volta a despertar esta ânsia e desejo por um romance típico de contos de fada, embora tendo consciência que nem sempre os finais são felizes. No entanto, vale a pena sonhar! No dia em que o deixar de fazer é porque desisti de mim, desisti de viver e aviso-vos já: "não contem com isso!!".
O pessimista vê sempre o "copo meio vazio" enquanto o optimista é capaz de observar por outro prisma e verificar que ele está meio cheio, que nem tudo está perdido. De todas as nossas experiências devemos retirar o que de bom aprendemos, guardar apenas os momentos felizes e agradáveis e quanto ao restante... esquecer, arquivar a dita memória no local mais recôndito do nosso ser e atirar a "chave" que nos leva à mesma para bem longe, de preferência noutra galáxia!
Todo este processo foi lento, as minhas emoções não mudaram de um dia para o outro, mas actualmente estou em paz, tranquila e assim pretendo permanecer durante muito tempo!
Não é cliché afirmar que o tempo cura tudo! Ele realmente vai amenizando a dor e cicatrizando as nossas feridas. Deixem-no actuar tal como qualquer outro fármaco e irão ver e sentir a sua acção nas vossas vidas!
Acima de tudo... Sonhem muito e procurem incessantemente o elixir da vossa felicidade, paz interior, isto é, tudo aquilo que possa contribuir para a vossa realização pessoal! 
Ousem sonhar e AMAR! 


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