Adeus Natal! Até para o ano!

by - dezembro 28, 2015

Olá Sonhadoras(es)!

Tudo bem com vocês? Que tal foram as vossas festividades? Correu tudo tal como desejavam? Espero que sim e que se encontrem bem e felizes após estes dias em família, à volta de uma mesa cheia de iguarias e delicias de Natal.


Por cá, esta época foi um pouco estranha e atípica. O espírito de Natal não estava muito presente, vivi estes dias um pouco como se fossem iguais a tantos outros. Tinha feito tantos planos para este ano e todos saíram ao lado, bem longe do que tinha sonhado. O falecimento da minha avó, fez precisamente um mês no dia de Natal, ainda está muito presente, a tristeza pairava no ar e nos nossos pensamentos. Era evidente a falta de ânimo e vontade de festejar por parte de todos nós. Trocas de prendas, não houve, o que tanto caracteriza o habitual Natal consumista. Senti que foi um jantar e almoço/dia de Natal igual a tantos outros que felizmente passo com regularidade na companhia da família. Este ano fomos apenas 6 à mesa, tão diferente dos Natais em que éramos mais do que uma equipa de futebol, em que havia a mesa para os adultos e outra para as crianças, com muito barulho e azáfama à mistura, a habitual choradeira de mimo e os risos de alegria dos mais pequenos. Sim, sinto imensa falta desses Natais! Sem crianças faz pouco sentido, perde-se parte da cor e alegria desta época, da confusão tão característica, da emoção ao abrir os presentes quando os mais pequenos descobrem que têm aquilo que tanto desejavam. Crescemos e perde-se um pouco do encanto. Na minha família, sempre houve o hábito de apenas dar presentes às crianças, mais velhos e solteiros. As crianças tornaram-se adultos e alguns já constituíram a sua família. Ficamos apenas 6 "cucos", como costumamos mencionar em tom de brincadeira e não foi muito diferente dos restantes jantares em família. 

É verdade que tinha feito demasiados planos, tinha expectativas a mais para este dia. Mas que erro crasso que acabei mais uma vez por cometer: CRIAR EXPECTATIVAS! Quantas vezes caio repetidamente neste ciclo vicioso de alegria por estar a imaginar um montão de coisas que poderão acontecer e posterior desolação por nada se concretizar. É o mal dos nativos de caranguejo, extremamente sonhadores e imaginativos, frequentemente a viver no mundo da lua e com os pés mal assentes no chão ou totalmente a pairar no ar. Não percebo grande coisa de signos, mas como esta característica me assenta na medida certa, não a esqueço facilmente. 

Sonhei muitos dias que este seria o primeiro Natal que passaria com a minha avó paterna. Em 35 anos nunca o fiz. Foi algo que sempre me deixou triste e será um sentimento que me vai acompanhar até ao final dos meus dias. A minha avó nunca ligou muito a esta época do ano, para ela era exactamente um dia como outro qualquer e fazia questão de o dizer e agir como tal, principalmente depois de deixar de seguir os preceitos da igreja católica. Numa coisa foi mulher de pulso e convicta das suas ideias. Se não se é católico ou crente em qualquer religião ou confissão religiosa que celebre o nascimento de Jesus, não faz qualquer sentido festejar o Natal. Posso estar a ser inconveniente no que digo, mas sinceramente que razão há para os ateus e agnósticos festejarem o Natal? Porque está instituída a troca de presentes? Peço desculpa, mas acho uma hipocrisia andar 364 dias do ano a negar a existência de Jesus e festejar 1 dia por ano o seu nascimento. Não é isso que está por trás destas festividades? Mais uma vez o consumismo vence e está acima de tudo o que realmente importa nesta época do ano. Espero não ofender quem esteja a ler, mas é a minha honesta opinião!

A verdade é que, à medida que o Natal se foi aproximando, o idealizei em casa da minha avó, onde também vivi até aos 10 anos, com a minha família materna (tal como sempre se realizou), mas também na companhia da minha avó, com a visita dos meus tios paternos. Pela primeira vez em 35 anos iria ter a minha família materna e paterna juntas e andava super feliz e entusiasmada com o momento. Quando ela partiu e deparei-me que não a ia ter mais na minha vida, nem no tão desejado dia de Natal nem nos dias que se seguiam, tudo se desmoronou e pouca vontade ficou de viver e festejar esta quadra que para mim só faz verdadeiramente sentido, quando vivida junto de quem amamos.

Foram dias tristes, iguais a tantos outros e de tal forma atípicos que pela primeira vez não engordei neste período. Costumo ganhar sempre 1 a 2 kg extra e até esses passaram ao lado. Sinceramente, também agradeço este bónus natalício!! Em casa apenas se fizeram as rabanadas e a aletria (esta última fazemos com bastante regularidade), compramos bolo rei e a vizinha ofereceu o pão de ló caseiro feito por ela. Frutos secos na mesa, tal como manda a tradição, salpicão e queijo que fazem as delícias do meu tio e que se pela por eles e pouco mais a rechear a mesa. Na verdade, só as rabanadas faziam lembrar que estávamos no Natal. 
A doceira de serviço da minha família está de dieta, pouco ou nada dada a doces, psicologicamente em baixo e sem muita alegria para festas; a minha mãe não gosta de cozinhar e conseguiu passar essa falta de gosto à filha, a minha primita também não tinha muita motivação e dado que os 2 homens só sabem estrelar ovos, aquecer água e fazer torradas, a mesa de Natal foi a mais pobrezita dos últimos anos no que confere às iguarias tão típicas desta época. Mesmo assim, e por incrível que pareça, ainda sobrou muita coisa. Anda tudo desanimado e sem muita vontade de "enfardar" (literalmente é esta a expressão exacta, caso conhecessem a minha família há uns anos atrás).

Tristezas à parte pois estas não pagam dívidas nem colocam dinheiro no bolso, assim foi o Natal dos 6 cucos! Nunca pior! Que haja sempre uma mesa recheada, família ao nosso lado e um tecto para nos acolher e já temos muito para agradecer!


Quanto à passagem de ano... Bolas, ainda falta essa! Sem vontade de festejar, só quero ficar no meu cantinho bem sossegadita, sem confusões ou barulhos. Sim, ando uma seca de pessoa! São fases e por mais do que um motivo é assim que me encontro e pouco ou nada mudará este estado de espírito. Estes últimos anos têm sido mais do mesmo, que nem tenho vontade de festejar a chegada de um novo ano. Será o continuar da rotina dos últimos tempos, nada mudará a não ser apenas e só a data.
Espero sinceramente que tenham planos bem mais agradáveis para esta virada do ano. Querem partilhar comigo alguns deles? Pode ser que me dê uma súbita vontade de também ir festejar a entrada em 2016.  

Espero regressar em breve, pelo menos com mais regularidade. Seria um bom sinal se tal acontecesse. ;)

Beijos, abraços e muitos palhaços para todos vós!
(Esta expressão "roubei" à minha maninha. Achei fofinha quando a ouvi e não resisti a tomar nota da mesma para a escrever numa próxima publicação. LOL )


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4 comentários

  1. Respostas
    1. O teu convite conta e muito! O problema é que a minha vontade para festas é pura e simplesmente inexistente! :(

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  2. Melhores Natais estarão para vir ��

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    1. Ruben, eu acredito que sim, esses ainda estão para vir! :) E o melhor dos presentes ainda está por receber! lol

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