Porque sou tão emocionalmente instável?!

segunda-feira, dezembro 14, 2015

Boa noite Sonhadores(as)!

Tudo bem com vocês? Espero que sim!! :)

É verdade que tenho andado mais ausente do blogue e redes sociais. Estou a tentar “encontrar-me”, chegar ao tal ponto de equilíbrio, mas não tem sido muito fácil. Ainda me sinto instável e inconstante a nível de humor. Tenho dias óptimos em que sou imensamente feliz e outros em que descarrilo e vou descendo a espiral quase até ao fundo do poço. Não consigo entender esta falta de equilíbrio! A sério que não entendo! Passo por uma verdadeira montanha russa de sentimentos e emoções e torna-se desgastante quer física, quer psicologicamente. Arrasa com qualquer um esta falta de estabilidade emocional. Sou uma mulher de fases, mas tenho mais fases que a própria lua! Para mim é assustador, imagino como será para o homem que decidir ficar a meu lado!!


Vou partilhar convosco um exemplo: Ontem tive um jantar de Natal em casa de uns amigos e foi muito, mesmo muito bom sentir que faço parte de um grupo de pessoas genuínas, simples e de bom coração. Senti-me muito bem, senti-me em casa, mas a partir de determinada hora queria voltar para a minha “toquinha”, para o meu cantinho, a minha zona de conforto onde me sinto protegida, como se retomasse para o interior da minha armadura e ali permanecesse longe de tudo. Depois de um serão muito bem passado, regressei a casa de madrugada, dormi e imaginam o que fiz hoje? Fiquei enfiada no meu casulo, no meu canto, rejeitei convites e nem a família fui visitar e que por norma é a tarefa de domingo. Estava a precisar de ficar só, era isso que queria ou achava que queria! Sim, leram bem! Se calhar achava que era isso, pois cheguei a esta hora e só penso que perdi um dia, que nada de produtivo fui capaz de fazer a não ser ficar na ronha a dormitar, anestesiada, sem pensar muito, enfim… SEM VIVER!

Ainda não consigo entender esta minha instabilidade emocional, apesar de anos de psicoterapia. Já desisti da mesma, talvez aborde o que se tem passado comigo nestes últimos tempos na próxima consulta psiquiátrica, mas confesso que nunca me abro por completo com receio que a doutora resolva aumentar a dose da medicação e que entre novamente em “estado vegetativo”, completamente lentificada física e mentalmente. Não quero entrar de novo em estado de letargia, perdi anos de vida assim, totalmente sedada, sem conseguir estudar e muito menos manter um trabalho. Não é vida de todo, para ninguém!

Passo e passei tanto do meu tempo sozinha, tantos anos fechada no meu casulo, que quando me tento abrir para o mundo, deparo-me com alguma falta de capacidade para me adaptar a um grupo, a uma saída entre amigos. Por vezes, surge a vontade de fugir, de ficar sozinha no meu canto. Talvez por me sentir mais protegida assim, evitando desilusões que poderão acontecer, possíveis discussões ou comportamentos que me podem magoar por parte de quem me rodeia. Esta semana, um “amigo” disse-me que bastavam 5 minutos a meu lado para perceber que eu estava completamente fechada e que não deixava ninguém entrar no meu mundo. Em parte, tem a sua razão. Depois do que tenho sofrido nestes últimos tempos tenho-me fechado ainda mais e só me “abro” ou dou a conhecer a quem realmente me vai dando provas de que veio por bem, que entrou na minha vida bem intencionado, que apenas me quer ver bem, feliz e que contribui para tal. Se, por ventura, verifico que há intenções ocultas por detrás de algo, fecho-me em copas e garanto que é difícil de retirar algo de mim, seja bom ou mau! É estar ao lado de alguém, mas no fundo é como se não estivesse, é a chamada figura de “corpo presente”, mas totalmente ausente de alma e coração.

Ainda tenho muito por vencer, muitos medos por combater e estou a forçar-me a tal. Deveria esforçar-me mais, não ceder à tentação de ficar dentro da armadura, como hoje sucedeu, voltar a sair e a conviver mais intensamente. É um processo a ser trabalhado, que necessita de tempo e persistência, é o voltar a confiar sem medo ou receios de ser rejeitada ou magoada. Não está fácil, mas se fosse fácil também não seria um problema a resolver.

É acima de tudo, ACREDITAR em mim e naquilo que sou capaz. Acreditar que consigo atingir o mesmo (ou mais) que qualquer outra pessoa. A vida já me foi dando algumas provas disso, mas ainda está difícil de aceitar que também sou capaz, que também lá chego com maior ou menor facilidade. Como a minha mãe me costuma dizer: “Se não consegues acompanhar os outros não importa. Importa sim, que chegues à meta, seja a coxear, a gatinhar, a passo lento ou a rastejar. Mas chegas lá independentemente do tempo que demores.” É isso! O que importa é chegar ao fim, seja em que lugar for, porque afinal de contas, não estou aqui para competir com alguém a não ser comigo mesma! Quando parirmos os vencedores ou vencidos não serão avaliados com base naquilo que amealharam na sua conta bancária, mas com base nos sorrisos que fizeram brotar do rosto dos demais, especialmente daqueles que mais necessitavam de um carinho, do bem que fizeram e do quanto amaram a si e ao próximo. Acredito fielmente nisso! É a minha fé, que mais ou menos ameaçada, ainda vai permanecendo no meu interior!

Acredito que posso atingir o que tanto desejo…
Acredito que ainda posso ser muito feliz…
Acredito que o melhor ainda está reservado para mim…
Estou a aprender a Acreditar mais em mim!

Beijinhos para todos os que visitam este cantinho e o desejo de uma óptima semana.
O frio chegou, mas que possam sentir o calor no interior dos vossos corações!
Abraço apertado!

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