Cinema - uma surpresa inesperada e extremamente agradável! Sugestão #1

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Olá a todos os que me seguem neste cantinho! 
Como têm estado? Bem dispostos e animados? Espero que sim!! 

Antes de abordar o tema desta publicação gostaria de escrever algumas linhas sobre algo que me veio à mente várias vezes durante esta semana. Ponderei seriamente em deixar de escrever no blogue, não por me estar a expor em demasia (ao contrário do que muitos pensam), pois o que aqui partilho não corresponde a 1/10 (0.1%) daquilo que vivi e ainda vivo. Apenas partilho aquilo que acho que devo e não tudo aquilo que tenho e poderia dizer. Há determinados assuntos que não vou abordar por aqui, mas que possivelmente irei fazer mais tarde e sob outras circunstâncias, assim a vida o permita e se justifique.

O que realmente me fez reconsiderar foi o facto de notar algumas mudanças comportamentais em pessoas que considero minhas amigas. Desde um ou outro comentário mais velado ou indirecto,  a um certo "afastamento". Para quem não me conhece sou extremamente observadora e perspicaz. Capto facilmente aquilo que tantas vezes pretendem esconder através de meias verdades ou determinados comportamentos. Sempre vivi no "papel" de espectadora/observadora enquanto a maioria vive a desejar o papel principal, a querer o comando da situação. Graças a isso, adquiri outras qualidades que advêm do facto de ser observadora e atenta, apanhando este ou aquele deslize. Certamente que muitos de vós também se identificam com este meu lado mais observador, por vezes erradamente denominado de "passivo". 

Estas alterações de comportamento creio que surgiram após lerem o que aqui escrevo e de tirarem as suas ilações. Estas, muitas das vezes são precipitadas, pois desconhecem a total realidade dos factos ou em determinadas situações interpretam o que aqui publico de uma forma errada ou, pelo mesmo, com um sentido que não corresponde exactamente aquilo que pretendo transmitir. Provavelmente não me expresso da forma mais correcta, ou se calhar não me conhecem de todo. Creio que esta última hipótese é a mais provável. Tendo em consideração a minha história de vida (cada um tem a sua, com mais ou menos problemas e este local não pretende ser um medidor de dificuldades pelas quais passamos ao longo dos anos!) raramente me abro e/ou partilho aquilo que realmente me perturba a não ser com um psicólogo ou psicoterapeuta. Devem estar a pensar que ficaria bem mais em conta se o fizesse com amigos. Podem crer que sim e realmente gostaria de o poder fazer, certamente que seria mais feliz com isso. Mas, os psicólogos têm uma grande vantagem relativamente ao amigos: NÃO me julgam, não tecem juízos de valor sobre o que faço, não dizem se é ou não correcto. Orientam-nos para que tiremos as nossas conclusões sobre aquilo que é melhor para a nossa vida. 

Sei que sou demasiado "dona e senhora do meu nariz" e se há coisa que não suporto é que me digam aquilo que devo ou não fazer e muito menos que me critiquem ou julguem desconhecendo quem realmente sou. Se o que aqui publico é uma ínfima parte de mim, aquilo que quem me rodeia, inclusive amigos, conhecem de mim não é certamente muito mais. Apesar de ter facilidade em escrever e passar para o papel/pc aquilo que sinto e penso, tenho uma enorme dificuldade em verbalizar e partilhar frente a frente quando é algo que me perturba ou dói em demasia. Existe um bloqueio em mim nesse âmbito desde que me conheço como gente, fruto da minha personalidade e educação. Quem convive comigo há anos já se apercebe de determinados pormenores e sabe distinguir entre o habitual "está tudo bem, obrigada" e o que realmente sinto. É visível no olhar, nos gestos e comportamentos mesmo que eu tente disfarçar ao máximo. Basta estar atento e realmente se preocupar e não apenas perguntar por uma questão de educação ou forma de iniciar conversa. 

Julgamentos por parte de quem não conheço, pouco ou nada me dizem. Apenas admito ser julgada em dois locais: numa sala de tribunal frente a um juiz, isto no aspecto terreno e quando desencarnar, já no plano espiritual e sob a pedra branca, na qual o meu espírito irá reflectir sobre a minha jornada terrena e tirar as suas conclusões face aos meus comportamentos terrenos. (Para quem não tem conhecimento desta última parte, eu sigo e pretendo viver de acordo com a doutrina espiritualista cristã.) No entanto, quando são as pessoas que consideramos mais queridas a apontar o dedo, por mais que não desejemos, acaba sempre por perturbar com menor ou maior intensidade. 

Contudo, não posso deixar que a opinião dos outros me afecte. Cada um tem a sua forma de viver e estar perante a vida e o facto de poder escrever e de conhecer outras pessoas (apenas possível através destas partilhas no blogue) com as quais me identifico e que em certa medida me entendem por viverem situações semelhantes, tem me ajudado a seguir em frente. Por isso, decidi continuar e assim o irei fazer enquanto achar que me faz bem, independentemente das opiniões de quem me é mais ou menos querido!

Agora sim, chega de testamentos e vamos ao tema desta publicação!! 


Ida inesperada ao cinema e totalmente às escuras! No passado domingo (14 Fevereiro), fui convidada um pouco em cima da hora para ir ao cinema. Lá fui sem saber o que estava em cartaz e o horário das respectivas sessões. Enquanto foram comprar o bilhete, comi uma sopa muito rapidamente e entrei na sala já tinha começado o filme há uns 2 minutos. É o que dá ir ao cinema no dia dos namorados e ter de aguardar por filas intermináveis. Nem me ocorreu ser o programa habitual nesse dia! Desconhecia a sinopse, apenas sabia o nome do filme "Quarto" (Room). Num minuto, muito provavelmente menos, tentaram dar-me a conhecer um pouco da história do filme e assim me preparo confortavelmente para assistir a 118 minutos transmitidos numa enorme tela, mas numa das salas mais pequenas. 

Sabem a melhor? ADOREI pura e simplesmente este filme! Conseguiu mexer comigo a nível psicológico e emocional, o que eu adoro, fez-me sorrir, chorar, sonhar ao longo de uma montanha russa de emoções. Acima de tudo, manteve-me presa ao ecrã e a desejar que não houvesse intervalo! Saí com a nítida sensação que será um dos filmes que vai permanecer na minha mente durante bastante tempo. Não é mais um daqueles que vemos e na semana seguinte já nem recordamos o título. Pena que este filme não seja considerado "comercial" ao ponto de o divulgarem e colocarem em todos os shoppings. Aqui no Porto apenas está em exibição no Dolce Vita e no Arrábida Shopping e creio que deveria ter sido mais divulgado pois vale bem a pena assistir ao mesmo.
No meio de tudo isto conclui que as melhores surpresas surgem quando menos esperamos, quando vamos sem expectativas e até um pouco às apalpadelas! Quantos filmes já fui ver e pelos quais os críticos de cinema faziam a sua longa e demorada vénia e que eu não achei nada de especial?! Quantos fui ver cheia de expectativa e que no final saí da sala completamente decepcionada e a remoer pelo dinheiro mal gasto? Muitos, mesmo!! E quando menos esperava, dou de caras com uma história que me envolve do principio ao fim! Confesso que entrei na sala numa de descontracção e a pensar "ao menos não paguei o bilhete, se for muito mau no máximo arrependo-me do tempo perdido!". Abençoada escolha! 

Este filme é uma adaptação do livro Room de Emma Donoghue. É baseado numa história verídica e dramática de sobrevivência e permite-nos reflectir sobre a capacidade de adaptação do ser humano às circunstâncias que lhe são impostas. Está nomeado para 4 óscares: melhor filme, melhor realizador, melhor actriz e melhor argumento adaptado.

Certamente que muitos recordam Josef Fritzl, "o monstro de Amstetten" (Áustria) e o quanto nos chocou e ainda choca este caso! (podem ler mais sobre o mesmo aqui!) Esta história é contada sob a perspectiva de uma criança com apenas 5 anos - Jack - incrivelmente interpretada por Jacob Tremblay. Que enorme talento tem este miúdo! Fantástico! E o que dizer de Brie Larson? Excelente interpretação, uma grande actriz que eu desconhecia! Shame on me!

Não percam este filme!!

(Sinopse, Portal Cinema - ver aqui)

Resumindo e concluindo - sabe tão bem sermos surpreendidos com um filme destes principalmente quando entramos às cegas numa sala de cinema!

Foi um serão de domingo muito bem passado. Hajam mais iguais e estaremos no bom caminho!!

Já repararam que hoje só vim com boas notícias?! (quer dizer... na minha perspectiva!)
Pelo menos no geral o saldo é muito positivo e como tal não o quero estragar com o que de menos agradável se sucedeu na semana anterior. Haja alegria e um bom chá quentinho para acalmar corpo e mente! 

Beijos e abraços e tenham uma óptima semana!

Até breve!!

(Imagens obtidas após pesquisa no motor de busca Google.)

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