A Banalização do Amor

segunda-feira, abril 04, 2016

Olá a todos!! 
Tiveram um bom fim-de-semana? Preparados para mais uma semana de trabalho e/ou estudo? Espero que já tenham recuperado as energias e recarregado as baterias suplementares para enfrentar mais uma semana que se avizinha!

A maldita da preguiça tem tomado conta de mim e tenho andado a procrastinar a escrita no blogue. Estou em falha, admito que tenho de resolver esta luta que travo dentro de mim e dedicar um pouco mais do meu tempo aquilo que realmente gosto de fazer.

O que começou com um pequeno desabafo numa  rede social (página pessoal do facebook) acabou por dar lugar a um texto que tomei a liberdade de partilhar com todos vós aqui no blogue.

Ora aqui vai ele:

Este pequeno texto vem de encontro ao que ultimamente tenho partilhado com os meus amigos: a forma como o Amor é banalizado, a facilidade com que se diz "Amo-te" sem conhecer uma ínfima parte do outro, o que mais tarde ou mais cedo, traz inúmeras desilusões. Supervaloriza-se o outro num ápice, conhecendo-o apenas superficialmente. Será por carência de afectos? Sinceramente, não sei! É tudo tão rápido, um dia ama-se A e declara-se amor eterno, uns dias a seguir, já é por B que os olhos brilham e o coração bate. Confunde-se Amor com Paixão e Desejo, troca-se de companheiro com a mesma rapidez e desenvoltura com que se muda de peúgas e, sinceramente, isso assusta-me imenso! Para uns o amor tornou-se efêmero, fugaz dada a leviandade com que verbalizam este substantivo. Cada vez mais me consciencializo que, hoje em dia, as palavras de pouco valem, assisto a autênticas verborreias apaixonadas sem significado profundo e sentido. Fujo o mais rápido que posso destas declarações que são autênticas profanações do Amor verdadeiro. Já nada disto me convence! Talvez a desilusão tenha tomado conta de mim, talvez já tenha ouvido demasiadas vezes estas palavras ditas em vão. Valorizo acima de tudo os pequenos gestos, aqueles miminhos que demonstram o que realmente vai no coração em detrimento de um "Amo-te" oco e sem sentido. Preparar uma mini refeição (uma simples sanduiche feita com dedicação vale um punhado de barras de ouro), deixar um bilhetinho antes de sair de casa, aconchegar na cama o outro antes de adormecer, são pequenos exemplos. A nível tecnológico e cientifico evoluímos imenso nestas últimas décadas, mas creio termos regredido em relação aos sentimentos. Passamos de uma época em que os sentimentos eram reprimidos, oprimidos, em que os casamentos eram arranjados por conveniência com total ausência de um mínimo de afecto, as paixões abafadas e vividas na clandestinidade em máximo segredo, pois a cultura assim o exigia e deslocamo-nos para o pólo diametralmente oposto em que a libertinagem impera, as palavras são vãs e desprovidas do seu verdadeiro significado. Não imaginam o quanto me deixa apreensiva e reticente ouvir/ler a expressão "Amo-te". As outrora "borboletas na barriga" deram lugar à dúvida: "Amas-me? Mas até quando?!".

Finalizo esta partilha com uma citação de Rosicarmen Xavier:


"Verbalize o seu amor,
quando necessário.

Mas, saiba o momento de calar para não banalizar,

porque o amor, quando verdadeiro, fala por si mesmo.” 





Espero que tenham gostado desta minha pequena reflexão.
Um enorme abraço e um beijo bem repenicado para todos vós!!
Tenham uma excelente semana e esperemos que desta vez a chuva dê lugar a um sol bem radiante!

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4 comentários

  1. Uma reflexão muito acertada da realidade
    www.area-escritalhada.blogspot.com
    Bjinhs

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    Respostas
    1. Miguel, Obrigada pelo comentário!
      Estou a adorar os textos que partilhas no teu blogue.
      Muito bom!!!
      Beijinhos

      Eliminar
  2. amei esse post como todos os que li fofos e tornam meu dia mas
    feliz

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    Respostas
    1. Oh Ana, deixaste-me tão feliz com o teu comentário! :) Obrigada!! :D
      Um beijinho enorme para ti!! :*

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