Pensamentos que nos adoecem!

quinta-feira, novembro 10, 2016

  
Há uns dias atrás publiquei esta imagem no facebook e quem me segue por lá provavelmente está a reconhecê-la. Na altura não teci qualquer comentário sobre a mesma, mas na verdade, havia algo por trás da mesma que estava a mexer comigo (e ainda me dá comichão, daí a necessidade de falar/escrever sobre o assunto!).

Não consigo entender, por mais que o tente, quem resolve agredir o outro gratuitamente, assim sem mais nem menos! Sei lá... Porque lhe apetece descarregar a frustração, a raiva, a inveja ou simplesmente porque a boa educação e o bom senso não existem e nem sabem qual o seu significado. Isto sou eu a tentar arranjar uma razão para quem o faz, como se houvesse qualquer desculpa para tal!


Já passou mais de uma semana desde que "tropecei" em tal episódio infeliz. Se vir a pessoa em causa uma vez no ano já é uma sorte, ou melhor, uma infelicidade! Chego eu toda sorridente e bem disposta e cumprimento com um "Olá! Tudo bem com o XPTO?" e recebo logo um comentário infeliz. Se bem me recordo nem um "Olá!" ouvi da outra parte. Por muito que tente ignorar e que tenha a noção que tal "diarreia verbal" não me deveria atingir, o que é certo é que deixa sempre mossa. Quem me conhece, sabe parte da minha história de vida, o que sofri com o bullying e o quanto este me fez sentir diminuída, inferior e até lixo, o quanto me marcou e colocou a minha auto-estima na lama. No entanto, não foi o facto de ter passado por tudo isso que me tornou imune e resistente a comentários futuros. Continuam a magoar da mesma forma, o que me faz acreditar que ainda tenho que superar esta fase mesmo que já tenham passado 20 anos! Por mais que me faça de forte e que tente ignorar o "bichinho" está lá dentro a morder e o pensamento vem várias vezes ao longo do dia, dia após dia, até que acabo por adoecer! Foi isso que aconteceu comigo nesta última semana. Não desabafei, não explodi, engoli e tentei infrutiferamente esquecer o sucedido. Obviamente que não o consegui! Os pensamentos foram avolumando-se, as recordações voltaram e aos poucos foram minando todo o meu ser. Comecei a andar cada vez mais triste, desanimada, a ficar sem forças, extremamente cansada, sem vontade de levantar da cama. Apenas queria ficar no meu casulo, longe de tudo e todos aqueles que me pudessem magoar. Os pensamentos tristes acabam por atrair outros e fazem lembrar numa bola de neve a descer uma encosta, vão aumentando o seu tamanho, força, ganhando velocidade e afectando-nos ainda mais. 

Este é um bom exemplo de como a nossa mente pode ser o nosso maior inimigo, como os pensamentos podem e afectam o nosso corpo e aos poucos o fazem adoecer. O melhor é desabafar através da escrita ou com uma amiga(o), mesmo que nos pareça estúpido e irrelevante. Por vezes, pensamos que os outros têm problemas que cheguem e que estas nossas mesquinhices parecem ridículas comparadas com outras realidades. Até o podem ser, mas não podemos permitir que nos coloquem desta forma. Precisamos de colocar para fora o que nos está a criar aquele aperto, mesmo que nos digam: "Mas tu ligas a isso? Dás-lhe importância? Esquece isso!". E eu estava mesmo a precisar de colocar tudo para fora, de explodir, de deixar de guardar este mau estar dentro de mim e que me estava a fazer muito mal não só psicologica como fisicamente.

Ao despedir-me da pessoa em causa levei com o seguinte comentário: "Estás cada vez mais parecida com a tua mãe!" (todos dizem que sou parecida com o meu pai, por isso até estranhei pela primeira vez me dizerem que estou  parecida com a minha mãe). No fundo, ele não está assim tão errado. Para sua sorte eu herdei da minha mãe a coroa da harmonia e paz. Tal como ela, evito a todo o custo criar conflitos e quezílias, afasto-me o mais que posso de quem tem esse comportamento, tento reconciliar tudo e todos, colocar a dita "água fria na fervura" para acalmar as hostilidades, etc. Prefiro em certas situações fazer o dito papel de burrinha que não entendeu o comentário ou a situação, só para não me chatear nem entrar em guerrilhas. Mais tarde penso: "Mas, porque raio, não fui eu sair ao meu pai neste aspecto? Porque não sou eu capaz de fazer o mesmo que ele fez há uns anos atrás e o mandasse delicadamente aquele certo sítio e apenas lhe dirigisse a palavra quando estritamente necessário?! Porque continuo com esta mania de não querer gerar mais conflitos dentro da família para além dos que já existem? De querer e ansiar pelo dia em que a relação volte a ser de harmonia entre todos, mesmo que para isso tenha de engolir baratas e outras "bichechas" vivas e a rabiarem!" 

Depois deste desabafo, quero salientar e relembrar o seguinte: 

Os nossos pensamentos podem afectar a nossa saúde, tanto física como emocionalmente!



Assim sendo, é necessário estarmos mais atentos a este fluxo de pensamentos menos bons, saber como quebrar este ciclo para que ele não nos consuma e enfraqueça aos poucos. 

Paz e harmonia é o que desejo para mim e todos vós!


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